Moçoilas

moçoilas_fotoIsto é tudo gente da mesma laia… Moçoilas! Ah…ainda não vi uma que fosse boa… Logo de pequeninas se percebia o que dali ia sair…bem que avisei a minha comadre! Olha a moça!…anda aí que parece um cabrito empoleirado nas árvores, nos livros, nas músicas, nas coisas do demo… Onde já se viu? … depois começaram a cantar com a garganta toda…sim! Com a voz toda p’ra fora! Umas vergonhas. Pegam nas músicas e é um ver se te avias…cantam-nas e recantam-nas e riem-se muito como se as músicas não fossem sérias! Então aquelas músicas mais antigas, tão bem conservadas, algumas até com naftalina…estragam-nas todas! Transformam as cores dos tempos … modificam, misturam ritmos e melodias …ai ai comadre …bem te avisei que as moças não iam por bons caminhos…E sempre esta mania de cantarem como se não houvesse amanhã. Onde já se viu? E agora saíram umas Moçoilas, por causa dos cantos e recantos que a vida também tem, e não é que entraram outras!?! Ah filh’s dum cabresto…se calhar na volta ainda mais endiabradas c’as outras …mas isto não acaba, comadre? Então mas ninguém para esta gente?
Moçoilas são sempre Moçoilas! Há perigo na esquina…vai-se outra vez ouvir esta gente do Algarve…da serra…Ai comadre…eu cá não confio muito nesta gente do sul…ainda por cima a apropriarem-se da rudeza e da doçura das serranias …não sei não…Não é gente de confiança, digo-lhe eu! Começaram p’raí a roubar tudo…as músicas, as vozes, as almas!! E continuam piratas! Mesmo de costas já se adivinha…isto é um perigo!! Entre surrupianços e invenções múgicas…venha o diabo e…e não sei não…

AS MOÇOILAS

Canções tradicionais algarvias e não só 

Partindo da recuperação de músicas tradicionais do Algarve, este grupo vocal interpreta velhas canções da Serra do Caldeirão,
com algumas incursões ao Alentejo e a outras zonas do país como os Açores ou Trás-os-Montes, e distinguindo-se pela forma original.
O repertório integra, na maior parte, cantigas populares tradicionais da região e, segunda a banda, “férteis no praguejar algarvio e nas saudáveis
malandrices que dão o picante às histórias simples dos amores e às críticas sociais”